O declínio da capacidade funcional do idoso, em muitos casos, é muito mais provocado pela desinformação, isolamento social e inatividade, do que pela deterioração biológica.
O envelhecimento como fenômeno demográfico recente, ainda é muito impregnado de mitos e preconceitos. Há necessidade de se levar informação às pessoas sobre a velhice, suas diversas etapas e suas conseqüências.
No que diz respeito aos cuidadores, não podemos prescindir de cursos e outras atividades de formação, capacitação e qualificação com conteúdos que permitam um conhecimento básico sobre e processo de envelhecimento nas suas dimensões bio-psico-sociais e o como estes fatores se interrelacionam para caracterizar a velhice.
Tanto para o cuidador domiciliar, como para o institucional, as orientações estarão mais centradas nos cuidados de higiene do corpo, da moradia e dos alimentos; estimulação à participação da pessoa dependente no auto-cuidado; suporte emocional ao cuidador e principalmente, o fortalecimento das relações familiares e comunitárias. O enfoque deve ser sempre nas possibilidades de recuperação e especialmente, no estímulo às iniciativas autônomas dos idosos.
A melhor forma de ajuda é aquela que possibilita a pessoa dependente viver com dignidade, qualidade e liberdade de escolha. Para isto é preciso evitar as atitudes que criam ou reforçam a dependência.
15 dezembro 2009
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